Por Jefferson Acácio
Perfeito lance de esquerda que me acertou
Pensei que fugiria na esquiva, mas teu golpe me pegou
Vê que estou despreparado, cai na armadilha
Minhas estratégias de fuga falharam na primeira tentativa
Sou o arquiteto das informações:
Consuma a notícia desse fato inédito
- Fui tomado e tombado pelo amor!
Foi de rasteira, nem deu tempo para contra-ataque.
Tentei correr ao som do atabaque
Mal cheguei até a esquina e tomei um baque
Foi meu calcanhar que não caminha aderente
Preciso das suas pegadas para seguir em frente
Mas quando não tem teus passos, fico tombado.
Tropeço, tomo topadas e bato a cara no chão
Pinto, bordo e chamo todo mundo pra mão
Que truque, que tática, que trama você usou
Beijos, olhares, gestos, reconheço todo esse encarte
Lábios, pupilas, unhas, nada disso me conquistou
Batom, delineador, esmalte, nada disso me derrubou
Deve ter sito teu nome, ou deve ter sido tua voz
Ou quem sabe o golpe veio do amor a fazer os nós
Quero sempre mais lutar por você
Porque descobri que a vida trouxe a novidade que não quis ver
Amar é somente para quem tem sucesso
E com você já me sinto premiado por essa graça!
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sábado, 26 de março de 2011
Homem de Lata
Por Jefferson Acácio
Avise a todos que estou chegando
Eu sou o homem de lata
Podem bater, mas farei muito barulho
Acordo toda a vizinhança e faço um reboliço
Aquele velho tempo acabou
Quando me usavam, amaçavam e jogavam fora
Eu me reciclei e agora ousei
Minha ousadia é minha palavra
Eu falo até que se gastam todos os meus verbos
Eu grito eu bato minha lata mesmo
Afim de uma real comigo?! Pode vir!
Bebam a vontade, mas cuidado como tiram a tampinha
Como me colocam na boca,
Como me viram num gole, devagar ou apressado
Olha lá como me degustar, de vez ou de pouco
Se me dividem entre outras bocas, olha lá…
Olha lá bem onde vai me jogar…
Depois não reclamem
Se a minha lata eu fizer tocar!
Avise a todos que estou chegando
Eu sou o homem de lata
Podem bater, mas farei muito barulho
Aquele velho tempo acabou
Quando me usavam, amaçavam e jogavam fora
Eu me reciclei e agora ousei
Minha ousadia é minha palavra
Eu falo até que se gastam todos os meus verbos
Eu grito eu bato minha lata mesmo
Afim de uma real comigo?! Pode vir!
Bebam a vontade, mas cuidado como tiram a tampinha
Como me colocam na boca,
Como me viram num gole, devagar ou apressado
Olha lá como me degustar, de vez ou de pouco
Se me dividem entre outras bocas, olha lá…
Olha lá bem onde vai me jogar…
Depois não reclamem
Se a minha lata eu fizer tocar!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Homem, Decadência, Evolução
Por Jefferson Acácio


O homem descobriu a comunicação e fez a linguagem
A linguagem é ferramenta ideológica e com ela faz-se guerra
O homem foi coroado com o poder da escolha
A escolha levou o homem à vergonha do pecado
O homem inventou a justiça
A justiça libertou Barrabás
O homem institui as religiões
A religião condenou a revolucionária Joana D’Arc.
O homem, para entender o universo, desenvolveu a ciência
A ciência foi o calvário de Giordiano que defendia Copérnico.
O homem categorizou os povos por raça
A raça é a diferença recusada, por isto morreram revolucionários
O homem estudou a fé e formou uma doutrina
A doutrina castigou os índios e roubou-lhes as crenças
O homem em fuga de tanta atrocidade adoeceu de esquecimento
Natureza Humana... Perfeita contradição!
O Homem está na Decadência, e não na Evolução!
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