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domingo, 15 de maio de 2011

Seu corpo, minha poesia!

 Por Jefferson Acácio



Eu quero freqüentar você
Para lavar meu corpo da monotonia
Para ser uni subserviente a você
Quero freqüentar sua boca com minha lâmina
Porque nosso corpo tem poesia

Eu quero encontrar você
Para eu escapar do transito da metrópole
Para ser uni presente onde quer que esteja
Quero encontrar sua cútis com minhas digitais
Porque nosso corpo tem poesia

Eu quero aplaudir você
Para ter um pouco mais de alegria
Para ser a tua platéia
Quero aplaudir sua cena em carnais fantasias
Porque nosso corpo tem poesia

Eu quero sentir você
Para ter a palpitação de novas poesias
Para ser a minha xamã, deusa cabalística e ninfa
Quero sentir teu pecado em meu dedo de acusação
Meu corpo sozinho só reproduz palavras e não fecunda vida

Se desprezar meus pedidos
E condenar-me do castigo de sua distância e abstinência
Não vou querer residir mais na monotonia, não...
Vou mudar-me para o vicio da boemia, sim...
Seu crime não terá sido a sua apatia
Mas a causa da morte da poesia
Minha poesia tem pacto com o seu corpo
É o meu caderno de caligrafia que percorrem silhuetas e retas!
Ela se constrói do suor do nosso sexo tântrico
Além do meu anatômico mora um poeta indissociável de você
Separar de ti é o esgotamento de mim
Sepultamos as poesias de morte súbita
E o corpo sem poesias é nudez vergonhosa e apenas produto de orgia!