quinta-feira, 4 de março de 2010

Alma e Flores, Corpo e Bosques

Por Jefferson Acácio


Minha alma se deleita no berço dos amores
E meu corpo caminha por bosques encantados
Mas estão fazendo de mim um inventário
O que estão dizendo sobre mim é o contrário

Eu quis me contrapor, eu pensei em me impor
Eu reneguei, eu revoguei propostas de amor
Meu autocontrole desprogramado.
Sou agora um protagonista deste documentário

Minha vida documentada
Meus sonhos redirecionados
Eu queria flores todos os dias na minha cama
Eu queria ainda os verdes bosques nessa trama

E o mundo, com sua beleza mórbida
Foi tomando de mim os contos de fadas
E o mundo, com sua arte surreal
Foi dizendo que o amor não é real

E onde estou afinal?
Em que mundo ficou os meus sonhos?
Em que pomar se escondeu minha amada?
Em que bosque se isolou a minha alma?

Meu amor não é um evento fútil
Em que se repetem beijos e declarações emocionantes.
Nem é uma fase relâmpago de cenas novas
Meu amor não é fábrica de futuras amantes.

Não estou contracenando Shakespeare
Minha alma não quer um amor que acredita no próprio fim.
Alma está para flores
Meu corpo está para os bosques

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