quinta-feira, 4 de março de 2010

Minha Nudez

Por Jefferson Acácio

Nas manhãs e nas madrugadas
Meu corpo se ilumina e se apaga
Veste-se de purezas e pecado
Lembranças da noite passada

Da noite no cais e os cortejos do luar
Dos carnavais de cada noite serena
Das minhas caçadas noturnas por uma graça
Por uma troca de prazer de graça

Começo a nudez já no olhar
Sem mascaras à minha frente a me vestir
Despido da inocência é réu confesso
Meu corpo corre campos de batalhas

Meu querer e o meu fazer
Banha-se nas ribeiras, brinca de se molhar no outro
De fazer festa! De fazer euforia! De fazer navegações
É um oceano imenso que nunca adormece.

Corpo, traços e desejos
Impetuosamente destemido de pecados
Sacia fome e sede, agita e esgota
Corpo, benção, pulso, nudez premeditada

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