quinta-feira, 22 de novembro de 2012

AUTOPSIA DO DOUTOR


AUTOPSIA DO DOUTOR (Por Jefferson Acácio)



Percebi afinal que aquela pele, interconectada por tubos a aparelhos, estava desabitada.
É estranho e poético quando fazemos nossa passagem da vida para a morte
Toda nossa realidade torna-se meramente experimental, sem destino aparente.
Para mim foi como se eu fosse feito de água
Ou como se estivesse anestesiado por endógenos de beta-endorfina
Não havia mais dor, agonia, medo, e nenhuma outra forma de caos.
Pelo contrário, eu mergulhei e emergi envolvido por um relaxamento incomparável
Me senti navegando entre paisagens de lembranças vividas
Como se pudesse ter a chance de retocá-la com pincel em aquarela
E antes que eu percebesse o tempo desse passeio de saudades...
Outra sensação de consciência elevada me prestava em clarividência
Uma retroavaliação que varreu dos meus pés à cabeça
E por todos os órgãos do meu soma.
Pude sentir hiperbolicamente minha batida cardíaca
Senti o que é um coração bater de verdade, sem metáforas.
E ainda sem estetoscópio, tive a certeza de 220 batimentos por minuto
Era bem diferente que um exame médico, a qual minha profissão fora.
Muito mais sofisticado e sensorial, afinal eu navegava dentro de mim
Por entre uma rede de fibras neurotransmissoras. Inacreditável não é?
As moléculas de serotonina, acetilcolina e dopamina eram amigas de bordo
Continuei ao passeio de aprendizagem pelo roteiro de experiências
Parecia transportado à minha áurea juventude desperdiçada
Havia excesso da motivação do viver.
E embora separado da carne, fui permitido ainda a sentir
a vibração imensurável de prazeres e outros efeitos adrenérgicos
Tudo através da memória, tão vivas, que a sensação era de realidade palpável.
Compostos voláteis eram percebidos novamente via retronasal
Minha língua térmica e táctil reconstruíam o processo de degustação dos vinhos
Os sabores e aromas mais exóticos repetiam a saciedade para as mucosas olfativa e salival
Os beijos também reacendiam clareiras em minha memória e liberavam mais adrenalina
Estive em níveis tão ativamente catabolizados que...
A minha morte poderia ter sido causa imediata de cardiopatia hipertensiva
Mas infelizmente não se morre duas vezes, pois seria uma maravilha
Voltar a essa sensação sinestésica de morrer tão vivo de viver,
refazer essa passagem fantástica, como em “A viagem ao centro da terra”.
Mas por outro lado, vibrações desagradáveis também vieram velejar no barco
O gosto da desaprovação, da negação, e do ressentimento estavam à bordo do velho marujo
Todo segredo, toda verdade, todo mistério estavam impudicamente expostos.
E nada podia ser refeito em favor do meu protesto de correção
Ações e reações, atitudes e pensamentos, escolhas e consequências...
Estavam ali diante de mim, ao alcance das minhas mãos,
mas nem um risco poderia ser modificado.
Senhor, de qual terá sido a autopsia da minha fajuta forma de viver?
De que padeceu aquela matéria cujo habitei?
Qual a avaliação final do meu registro?
Quero esclarecer até que ponto pude ter provocado
as circunstâncias que resultaram na minha morte.
Quero diminuir o risco de acusações injustas com outras pessoas
Choque hipovolêmico, Diabetes, Cardiopatia chagásica, Traumatismo,
Parada cardiorrespiratória, Falência múltipla dos órgãos?
Em resposta, os anjos enviaram mais arquivos de imagens do meu histórico.
Em instantes, pude tomar conhecimento do laudo certo:
Eu fui um ser humano estúpido - solitário por livre e espontânea escolha.
Pus âncoras naquele navio chamado coração
Naveguei por mares sem margens, por ondas de ilusão.
Até os animais estavam na primeira categoria do afeto, e eu? Zero a Zero
Ainda na pré-condição de inviolável, e de autentica liberdade em si e por si.
Continuei inconsequente, intolerante, ignorante, intransigente, amargo e cadavérico
Pudera eu reparar estes e muitos outros itens do meu jeito de “ser e pensar”
Que tanto eu defendia, e ficava no alto inalcançável da “Estupidez”
– Essa é causa da minha morte, presente na autopsia!
A estupidez me levou ao isolamento, que me enclausurou na escura depressão.
Ato implícito de suicídio. Quanto arrependimento!
E daqui de onde estou assistimos os episódios dos que se dizem “vivos”.
Chega ser humilhante para a condição humana, o modo que se vive.
Daqui, vemos como o mundo se tornou um parque humano de superficialidades.
Logo, não fui o único estupido na terra. Existem outras perspicácias por aí.
Vemos como a vida foi se tornando um modo de viver banalizado,
Um verdadeiro espetáculo de mediocridade,
Um extremo horror de obscenidade, pornografia, orgia, e impudor.
É o cúmulo da degradada existência. Não há nada mais para se ver.
Os vivos parecem se obrigar de viver numa irônica ilusão simbólica de realidades
O mundo está fedendo a sexo por cumprimento de protocolo
O homem sem escrúpulos, sem qualidade, sem amor, esta beatificado
Está um território de seres humanos biologicamente modificados, zumbis!
Não foi essa a criação divina, não foi esse o plano redigido das Alturas.
A violência, a promiscuidade e a falta de amor viraram esquemas de viver habitual
Estão caminhando em passos ligeiros para uma extinção da espécie.
Depois que morremos, nossos impulsos são irrepetíveis
como nossa própria identidade celular e espiritual é.
Tudo o que fizemos e pensamos fez parte de um filme finalizado, cujo nós somos os autores
Com múltiplas participações de autores, co-diretores, figurantes...
Podemos até re-assistir, retroceder as cenas mais marcantes, mas não mudamos o roteiro
Nossa chance fora de quando the belle film estava em edição, em curso do existir
Ninguém parou para se dar conta disso, e depois que morremos somente nos resta consentir.
Achei até que minha alma anarquista finalmente havia encontrado em si a liberdade
Logo verifiquei a existência de Soberania sobre meu expectroplasma
Em outras palavras, outro filme havia iniciado, desta vez sob o comando do Autor (não eu).
Isso que chamamos de “morte” é arte da transcendência e imanência
Morrer foi mais ou menos assim como no processo de sublimação da água
Engraçado dizer, mas estou claro de que simplesmente “vaporizei”.
Despi-me da pele que vestia os órgãos e o corpo, imperceptivelmente
Foi como uma retaliação humana, sem corte, sem foice...
Foi nesse despir-se que começaram os desbloqueios da matéria
Nesse momento, os gráficos do aparelho hospitalar
Estabilizaram, conforme representado por um risco vermelho que corria sem fim.
Emitindo aquele som agudo, contínuo e agoniante.
Do outro lado, gradualmente foi aumentado o fluxo de energia em alta velocidade.
Expandindo, ao máximo, um volume de força, por dentro e por fora do meu soma.
E tão logo senti perfeitamente a ocorrência do estado de aura, completamente acesa.
Agora sou um espectro de luz, sem rupturas, de écran multicolor.
A chance que tive de me tornar espectador de mim mesmo, em retrospectiva,
Era apenas um prognóstico para apreciação e conferência de dados.
Era apenas a leitura de um livro que revela a vida crua.
Fiz uma leitura imersiva de todas as páginas do filme-vida
que produzi desde a formação biológica de cada órgão...
E após todo o diagnóstico conferido e analisado, tive ainda o privilégio
De assistir de camarote o último instante e a última palavra proferida na despedida.
Eu repeti um trecho de Carlos Drummond de Andrade,
Cujo Doutor relata o laudo de um garoto à uma mãe preocupada
com a incapacidade de seu filho de ser verdadeiro.
Diversas vezes era surpreendida com histórias mentirosas.
Mas não passava de elemento figurativo da  imaginação e fantasia
Não compreendido, foi encaminhado ao médico Dr. Epaminondas
O Doutor após ouvir as mirabolantes histórias do garoto
“...abanou a cabeça: - Nada a fazer dona, esse menino é um caso de poesia”.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ciranda das folhas


 (Por Jefferson Acácio)

Debaixo de uma árvore frondosa assisto a ciranda das folhas
Num belo ensaio poético dirigido pelo vento
Meu pensamento é a rosa-dos-ventos que delineia o mundo em quadrantes
Meus pés são bússolas que apontam o caminho sem mapa cartográfico
Meu coração é o centro de gravidade que situam onde devo olhar
E olho para a arvore frondosa com suas folhas num movimento perfeito
Nesse instante o mundo está cheio de exatidão que me surpreendo
Respiro profundamente e meu pulmão refrigera e acalenta sentidos adormecidos
O viver se revigora, o passado rejuvenesce e o instante transcende às horas
E os pássaros da frondosa arvore concebem um coro sem desalinhar da ciranda
As folhas se alegram e as borboletas agrupam-se em multicores
Ficam mais cheias de “viver” aos raios do sol.
Mas, logo depois de algumas horas fugidas do relógio
Atino-me para a vida de horários marcados
Que fazem fugir do ponteiro do mundo a exatidão
No meio aos pensamentos encontro um rosa-dos-ventos desalinhada
Os pés cansados de um caminhar que nunca chega a lugar algum
O viver se distancia do ser, o passado é mera lembrança e o instante se evapora.
Meu coração continua um centro de gravidade
Porém, diante da quadrante do mundo desregulado
Onde cada ser entoa qualquer grunhido sem ensaio e sem direção
Meu coração aponta que devo olhar para dentro
E dentro de mim ainda resta um espaço vago entre um pensamento e outro
Que por substancial segundos consigo tocar as borboletas com a ponta dos dedos
Elas dançam graciosas com colorido “viver”
E embora interrompido pelo som desafinado do mundo frenético
Sei que elas dançam a ciranda das folhas
Respiro profundamente como se quisesse inspirar todo o abstrato externo
Trazê-lo para dentro de mim e por esperançosos segundos de oxigenação
Expirasse-o em nova forma logo impressas num belo poema
Mas duram por poucos segundos, e as letras amargam da boca
Logo são abortadas ainda em formação num papel rascunho
E amarrotadas são entregues ao destino do descarte
É nesta mesma condição que nos encontramos: o escritor e as palavras...
Espremidos num pedaço de folha chamado de vida
Sonhando acordar debaixo daquela arvore, ao som da ciranda das folhas

ACOSTUMADOS ÀS SOMBRAS




 (Por Jefferson Acácio)

Aquecidos por um cobertor de sombras, dormimos e acordamos
Um belo tecido de um material pré-fabricado
Bem arranjado em unidades coesas e justapostas vive
É o tecido epitelial que cobre nossas feiuras
E expõe os pelos de animais sedentos por vergonhas
A vergonha não mais habita em nossa pele, não porque fomos perdoados
Pecado e alma parecem indissociáveis e consumam a carne por constrição
A boca parece cúmplice das nojeiras praticadas pela nossa raça. Humana?
A boca suja profana a mentira e modela uma aparência dissimulada
A mentira delicada costura um manto em forma de terceira pele.
Vestimos a pele de múltiplas aparências.
Não sei... Sou o poeta das asneiras convivendo com essa língua fulgaz?
Ou estou com sintomas de desvio da personalidade?
Não me sinto parte do todo, vezes nem mesmo me sinto parte de mim.
Sinto meus dedos tocarem as paredes de morfo na cidade morta
Sinto meus pés descalços escorregadios na lama alojada nos asfaltos
Mas não me sinto contido. Faltam mais exílios no mundo para convívio com a luz!
Sei que por volta há sombras espreitando meu despertar.
Sombras vivas espalham a penumbra como um vírus alastrador.
E por ironia, não percebo pessoas assoladas, pelo contrário...
Há em todo canto pessoas acostumadas
Ou o leitor esperava uma narração de filme de terror?
Quimera que a dor estivesse exposta para um melhor prognóstico
Mas as dores estão escondidas ou o prazer se confunde com a dor
O que vejo exposto é um sorriso vagabundo de viver
Escondem as marcas debaixo de maquiagens e plásticas?
São chagas invisíveis ou não existem?
Por linhas certas não sei dizer
Mas tenho pressa em estancar os pensamentos fugazes. Sangram em minha mente!
Quase não encontro sinais de clemência nessa terra.
Até os pedidos de misericórdia parecem encenados
Para não vulgarizar ainda mais o estranho acomodamento
Prefiro aceitar minha condição como um desalinhado no espaço
Cujo diagnóstico acusa-me de “poeta das asneiras”!
Estupidamente, eu me denuncio como um limítrofe, extremista e caótico poeta
Se ao meu redor há um mundo regulado, então sou eu o desregulado
Sou eu quem não se acostumou e quem despersonaliza a realidade
Baseado em pensamentos transtornados, caso clínico de borderline
Fora da realidade, me vejo com olhos de relâmpagos incandescentes
Enxergo a realidade desfigurada de indecências
Meu epitélio conjuntivo repele-se de pavor
Um formigamento perturba a minha matéria viva repugnada
Expulsei de mim o prisma da convenção social para resolver problemas de astigmatismo
E como castigo contrai a síndrome da verdade perturbadora.
Assim, por entre as sombras caminho desolado pela cidade
Doente das ideias, não denuncio com alto-falantes, pois uso as palavras quietas
Que saem quase silenciosas senão fosse o barulho dos dígitos no teclado
Balbuciadas entre os lábios febris sentem vontade de gritar
Nas calçadas, respeito às sinalizações para não sofrer acusações de indeliquência
Mas incontrolavelmente atropelo-me entre as palavras desconchavas
Porque estou sempre atento farejando por elementos de estudos
E encontro, afinal, numa esquina, mortas-vivas fitando o céu em plena sombra do dia
Parecem que os olhos esperam um milagre do alto.
Mas o próprio céu inconformado suplica por azul e procura na terra a pintura alternativa.
Solidárias as árvores sacodem para emprestar o resto do seu verde
As nuvens se esforçam com os mares para misturarem na paleta e colorir novo planeta
E por todo canto nenhum pintor de mãos limpas para retratar e retratar-se com o mundo
Das galerias da cidade, somente sombras que diminuem as horas do dia
A cor vermelha ainda sobra e irrita com sua alegria pela reprodução
Com suas “crias” descalças na dura lição de viver na penumbra
Aprendendo a acostumar-se com as sombras desde cedo
E eu, aprendendo a acostumar-se com os acostumados.
Constante alergia!

Guerreiro imbatível



A iniciação de um guerreiro imbatível não esta suplantada na beleza da vitória, mas na qualidade de seus pensamentos ao lidar com as suas lições e com o poder de decidir o que deseja como meta de vida. Ser lutador é uma condição humana, porém ser imbatível é virtude dos que agem com a cabeça de leão! (Jefferson Acácio)

Faça você mesmo



Olho pro alto, sem céu, rogo por sinal. Suplico ao externo - "Seja mais generoso comigo. Seja todos os dias mais generoso comigo. Seja generoso! Eu mereço, seja! Seja!". Inutilmente, de cima nada, de fora nada. Por seguinte, comunico ao interno - "Faça alguma coisa!".

PERVERTIDO



(Por Jefferson Acácio)

Estava vagando entre os becos e vegetando o prazer da escrita
Fugia do turbilhão de pensamentos amamentados na minha mente
Chamam-me de poeta da modernidade e nada sou que um pervertido
Não pervertido por natureza, mas me pervertem como sexo insaciável
São as críticas bastardas sugando minha calma
Elas exibem os dentes afiados, o olhar vulcânico e lançam chamas em mim
Desfraldadas e desnudas me atiçam o fogo da inquietação
Vagando feito os moribundos e condenados não consigo sorrir
Ao meu redor tudo tem cheiro de enojar, cheiro de podridão
Em cima e em baixo não escondem a vergonha
Encenam um espetáculo de mentiras, aparências e superficialidades
Corruptos, dissimulados e imbecis, há de todas as idades
São um prato cheia para a critica parasita que os espreita através de mim
E, no entanto, eu quem sou o pervertido que trepa com as palavras
Sou governado por pensamentos de interpretação e julgamentos
O suor visguento de tesão pelas injúrias e infâmias escorre em minha carne
E me causam um prazer inefável que realizo sozinho como uma masturbação
Somente eu e os pensamentos, fazemos orgia com as letras frementes
Enquanto que assistimos ao pornô violento vociferado pela sociedade mórbida
Orgasmos infinitos incontroláveis, hiperbolicamente pujantes, berram ao meu ouvido
As críticas invadem meu interior, transcorrem pelo sistema nervoso, veias e vísceras
Como um besouro que cava a terra em busca de alimento
Encontram-se na minha alma um alojamento para fecundações de suas larvas
Desrespeitam-se como um protozoário invasor que me faz de hospedeiro
Pensamentos parasitas se alimentam de mim e provocam o prazer de reproduzir
Ao chegar em casa, cansado das perturbações e suado do gozo de pensar
Abraço-me ao lençol, e embrulho a cabeça fervendo do verbo escaldante
Os pensamentos já fecundados, crescidos e maduros visceralmente urgem por luz
Querem parir de minhas entranhas, querem vingar o ventre, gulosos por vida
Querem existir fora de mim para se libertar e profanar o mundo afora
Tem vida própria, são aventureiros por leituras e querem correr por aí
Em busca hospedeiros de corpo aberto para possuírem, rumo a novos destinos
Meu estomago dói, as mãos trêmulas, sede, calor...
As paredes tremem, racham-se e contraem os alicerces
A porta gemi roçando o chão e os lençóis testemunham amarrotados a minha inquietação
As paredes frias pegam fogo, o sémen jorra e inunda o quarto
O teto racha e entra uma névoa de uma noite iluminada somente por estrelas
As paredes fofocam, o chão confessa, a porta expulsa
Senhor, isto é uma agressão a minha alma!
Aperto firme o travesseiro, desnudo arranho a pele contraindo-se de dor
Até que os parasitas rasgam desesperadamente o meu íntimo, sem nenhuma paciência
Provocam a dor da geração deixando em mim esse vazio de quem fora meramente usado
Assim nascem todos os dias as poesias bastardas que ao mundo pertencem
Seguem o fluxo natural de sua várzea existencial.
Do mundo vieram e ao mundo retornam!
Somos cativados para cativar,
Atraído para atrair,
Invadidos para invadir,
Possuídos para possuir,
Fecundados para fecundar,
Governados para continuar governados
Não sou poeta, sou um pervertido involuntariamente governado pelos pensamentos parasitas.

NOITE DE ONTEM



 (Por Jefferson Acácio)

Vou mergulhar num amor
cujas águas não me afoguem de mágoas
Um amor que não me cause medo
de ir o mais profundo sem os riscos do desconhecido
pois as águas são cristalinas e mansas
E onde somente os corais são surpresas
Sei que existe um rio que se confunde com um Oasis
que eu não precise de bote ou colete salva vidas
onde eu possa me banhar como uma criança
Onde ao seu redor as flores são beijadas por um colibri
Amores superficiais não são convidativos
pois não costumo preferir um barco ou um remo
para navegar somente nas superfícies
as maravilhas de um amor verdadeiro estão escondidas no mergulho
Águas frias não me interessam, e amores de ilusão não me interessam
Conheço bem o que é ser devastado por uma enchente de emoções.
Emoções de sobrevivência, em busca de qualquer algo
que possamos nos segurar para não ser carregado feito nada
As vezes eu me pergunto, senhor... Onde está esse tipo amor...
que não parece pertencer a esse mundo?
E ele não me responde, simplesmente, porque
somente ele é esse amor.
Enquanto ele estiver dormindo, as noites de ontem serão sempre de tempestades
O amor que há na terra é somente uma representação figurada
que só consegue ser um pouco mais real quando abençoada por Jesus
Aquele que amansa as águas!

Dama da Noite



(Por Jefferson Acácio)

Sabe uma das coisas no mundo das criações de Deus que mais admiro? A lua! Sinto um alivio no peito como estivesse preenchido daquela luz que ela reflete. E quer saber, não me admiro o fato de que o homem tenha explorado a Lua, pois me contento daqui da Terra e me sinto mais próximo do que astronautas que a visitaram. Ao contrário, a lua a que me visita todas
 as noites do alto da minha janela e me faz dormir após assistir seu espetáculo da rotação iluminando meu quarto por inteiro! Parece tão perto, tão intima de mim, como se estivesse espreitando meus passos, e sondando meus pensamentos, clareando-os. Não me enche os olhos imaginar como é caminhar pela lua. Recuso-me a ser igual aos demais habitantes da terra azul. Seu contentamento está em explorar as obras do Criador, por não alcançarem a glória Desse Arquiteto. E então, enjoam, então partem para outros planetas do sistema solar, marte, júpiter... Para mim, é suficiente, estar deitado na minha cama olhando a lua e as estrelas fazendo festa no céu. A lua se transfigura para mim como algo sobrenatural e poético. Foi projetada para não deixar nossas noites escuras, pois nossas fontes de energia não dão conta. Mares e florestas não deixam de estar refletidos dela. E o mar? A combinação mais perfeita que existe com a Lua. O mar como espelho da Dama da Noite. Parece uma mãe do alto a nos observar. Às vezes passamos com um olhar tão ligeiro que não percebemos a magnitude dela. Alguns chamam essa contemplação de cafonice! Que seja então a cafonice, assim como o amor o é, assim como uma cena em que um casal se beija enquanto que uma luz do sol ou da lua banham seus corpos como se fosse uma permissão divina, puro clichê. Tudo o que é puro causa náuseas aos que trancaram o coração numa sela. Eu fico com a Dama dos Clichês, com a beleza da Lua a me cobrir com seu véu de luz!

Ter coração é nobre



Ter coração é nobre! E ter um coração apaixonado é o mesmo que dizer EXISTO!

Por Jefferson Acácio

ESSE É O DIA COMO É FEITO



Por Jefferson Acácio

acordar 7h00 celular furtado carteira furtada pressa corre carro chegada no trabalho 8h00 conversa facebook email email atendimento no balcão 9h00 videos do youtube riso boletim de ocorrência online upload email planilha facebook planilha upload telefone telefone tum tum noticias 11h planilha photoshop faz isso designer email negociação telefone email contato pessoal kk
k telefone facebook 13h45 almoço sorriso conversa texto faz aquilo agua atendimento planilha planilha kkk planilha imprimir conversa 15h video youtube risos balcão kkk faz isso texto photoshop 16h tum tum designer noticias conversa banheiro negociação telefone upload facebook pesquisa publicação dores nas costas anotar agua loading imprimir loading tum tum fabebook vista cansada 19h finished email faz aquilo conversa kkk noticias email facebook tum tum vista cansada faz isso tentativa de cancelamento tim mae ao telefone faz isso anotar tum tum ideia planilha imprimir negociação telefone pesquisa digitalizar conversa planilha kkk digitalizar contato pessoalt um tum telefone noticias irma ao telefone nota fiscal conversa fiscal contato pessoal 20h telefone dores nas costas forte tum tum fiscal digitalizar faz isso pesquisa email email tio ao telefone kkk caminhada de 5m conversa email email facebook email vistas cansada dores nas costas dores nos punhos pernas cansadas amigo ao telefone ..às 21h musica e email email facebook SAIR às 22h...email email calma calma fechar bora dinhu ou vai morar aí diz um amigo assim é musica de 7h00 as 22h00 e no peito bate tum tum tum sofa televisao banho televisao comer televisao escovar os dentes televisao telefone pessoal DORMIR funções organicas ligando em capacidade maxima às 1h30

Crise na Bahia (Fevereiro 2012)



Por Jefferson Acácio

A população precisa entender que a Bahia, e principalmente a capital, está em pé de guerra e pode ficar ainda pior se o JW ou outro secretário, o novo ministro das cidades Aguinelo Ribeiro, ou ministro de segurança.. alguem deve aumentar o salario dos policiais, que são pessimamente remunerados, são pais de família. E lastimávelmente é dessa forma que eles reivindicam usando a tática de fazer a paralisação próximo do evento mais importante do Estado, o Carnaval. Eles foram na ferida e não vão dar o braço a torcer e baixar a cabeça para o Governo. A Força Nacional não tem o preparo de rua que esses policiais tem. A policia sabe cada lugar, cada formigueiro de bandidos da cidade, e numa situação vulnerável como essa, a Força Nacional fica em desvantagem. Bandidos são ratos astutos e não tem morte, bala, nada. Ratos! A Força Nacional não vai pacificar! Isso só vai parar quando a população também erguer o braço e reivindicar, pressionar as autoridades certas para resolver isso! Eu fico indignado com isso!!"
Guerra!! Está a realidade que construimos para Salvador, para a Bahia!! Nós instauramos a guerra a partir daquele breve segundo que apertamos o verde de confirma, o verde da bomba que desencadeou todo esse processo. Apertamos o verde da bomba e do "que venha o pior" Pior que está não fica? Fica!!! Olhem pelas janelas? Greves de reivindicação de ajustes saláriais e direitos do trabalhador acontecem o tempo todo, bancos, motoristas, policiais, servidor publico... Inclusive todo ano policiais e nosso querido governador batem de testa com essa pendência que sempre deixam pra resolver no dia do Juízo Final! Não se trata de um fim do mundo, o mundo sempre foi assim!!! Mas o que me intristece é que a população, principalmente de alguns países, como a nossa pátria amada, e espeficicamente em alguns estados, como nossa querida Bahia, a população parece ter tomado a pilula do "ser leigo"... Agora olhem pelas janelas, isso é culpa nossa, sabiam? JW diz PMs usam metodos condenáveis.. Sim ,verdade, fico triste também, olhe mais que lindo ele acha tão condenável, que todo ano permite que isso aconteça. Infelizmente, nossa cultura é fazer barraco, derramar sangue de inocentes, até que as autoridades tenham peninha da gente que contraditoriamente os elegemos!!! Inocentes vão continuar morrendo, como forma de sacrifício que deveria nos envergonhar e causar impulso de saber se unir, impressionar.. mas não.. agora já é tarde, não se chora pelo leite derramado, agora é fechar AS PORTAS E SE AJOELHAR! CRUZAR OS BRAÇOS JÁ FIZEMOS TODOS OS DIAS! O sangue derramado lá fora tem nossa culpa social por não se articular antes do pior acontecer!! Sangue em nossas mãos! Em nossa consciencia! E acham que ricos estão morrendo? Não! E de fato, não é uma questão de matar rico ou pobre, bandidos não olham pra isso, mas por acaso que anda nas ruas expostos ao perigo são os trabalhadores, pessoas de poucos bens materiais, sem renda suficiente para promover uma melhor segurança privada a sua familia. E são esses os cruficados em nome de nossa "ignorância"!! Inocentes morrem para meter o dedo na ferida, para chocar, e para os bandidos "essas mortes são de inteira responsabilidade do Estado". Eles se dizem "lavar as mãos"! E os ricos, que também merecem a vida igualmente, estão em carros blindados, em seus apartamentos e condominios seguros e trabalhando em casa. E outra parte da sociedade, evidenciam o contraste com o próprio sangue!!!!!! SANGUE!!

Residentes e Resistentes entre a espada e a navalha!

 Versão de ficção científica da Crise em Salvador em 04 de fevereiro de 2012 - Por Jefferson Acácio


Final de tarde de quinta-feira, uma jovem caminhava pelas ruas da Avenida Sete da cidade de Salvador, capital baiana, voltava de uma clinica do bairro adjacente de Tororó. Estava contente com o anunciado do médico “o bebê está bem”. A jovem é uma camelô de 23 anos, trabalha na Praça da Piedade, moradora da favela do Unhão, na rua do contorno, próximo ao bairro Dois de Julho.
Próximo dali, uma coisa terrível se alastrava de forma obscura e silenciosa. Dos esgotos da cidade, da podridão subterrânea de Salvador, saiam sujos e torpes uma espécie de humanos com expressão de animais, canibalescas, bichos grotescos... Zumbis. De toda parte, os mais variados instintos sanguinários, com dentes e garras afiadas, surgiam das penumbras. Com caras de famintos, começaram agindo nos becos e proximidades de suas colmeias escondidas no coração da cidade. Fediam “mortos”, a pele acinzentada, ressecada, e um olhar assustadoramente fulminante.

Alice, a jovem gravida, ainda não sabia o que estava se passando, quando chegou ao Dois de Julho, vazio. De longe, alguns gritos partiam de lugares distintos. No caminho, observou algumas poucas pessoas correndo pra suas casas, e então acelerou os passos e nada mais pensava, apenas no bebê. Ao chegar ao seu humilde recinto, ligou de imediato a TV.

Não muito longe de sua casa, dois supostos assassinatos haviam sido confirmados e relatórios informavam investigações de possíveis crimes recentes. Em seguida, o pronunciamento de um governante declarava “estamos trabalhando para apreender os criminosos por façanhas tão cruéis, barbaras... Crimes horríveis. Atitudes condenáveis que precisam ser tratados urgentemente. Um reforço nacional de 2 mil homens armados tomará controle da situação de caos.”

As palavras pareciam aliviar a Alice, que logo recebera ligações de amigos e familiares, e do esposo Aldo, traficante, com a recomendação de que não saísse de casa neste dia. Com o consentimento, aguardou apreensiva, informada também que seu parceiro não voltaria tão cedo para casa e omitiu parcialmente a verdade por de trás das noticias.

Aldo não voltou para casa nesta noite, mas na manhã seguinte estava de volta, ferido, e quase agonizando, morreu nos braços de Alice. Bandido e pai de família, o mundo do crime havia decretado sua morte, já premeditada tantas vezes pela própria mulher. Ainda não se podia caminhar com tranquilidade pelas ruas. Alice velou o corpo em sua própria cama, em meio a lágrimas e muita dor, como se o tiro atingisse seu peito maternal. A pele de Aldo esfriava vagarosamente encostado ao corpo quente e suado de Alice. Uma febre interna se instaurava, mas Alice permaneceu o dia inteiro ao lado daquele corpo negro, gelado, e manchado de vermelho.

Caiu a noite com um clima fúnebre, com direito a trovoes e relâmpagos. Alice se medicava frente à televisão, com os noticiários informando a chegada da tropa nacional de armamento pesado. Chegariam à madrugada com a promessa de controlar o caos desconhecido ainda para Alice que só ouvia dizer que se tratava de boatos de uma infestação que havia contaminado grande numero da sociedade. A contaminação aconteceu no bairro de Pirajá, por causas ainda desconhecidas, cujos humanos infectados eram bandidos e policiais. O vírus se alastrou por toda a região causando terror aos moradores.

Aproximadamente duas da madrugada, em respeito da atual crise, a população permanecia acuada em suas residências sob o reforço mais rígido no horário de recolher. Era em outras palavras uma guerra aparentemente que começou em questão de segundos, impondo medo.

Assaltantes tomaram conta das ruas junto às forças armadas, em confronto, e sem nenhum medo da morte, assim como o Aldo, partiram para uma forma resistente, desesperada, e covarde. Arrombaram comércios, roubaram veículos, amedrontaram outros bairros cujas pessoas ainda se garantiam estar em segurança. As criaturas noturnas urgiam nas madrugadas, barulho de tiros se ouvia de todos os lados, e nenhum som de gente. Alice orava temerosa ao lado do corpo praticamente petrificado de Aldo.

Em Nazaré, outro bairro adjacente que compõe o conjunto de bairros do centro histórico de Salvador, Oseías, 25 anos, concursado, participava de uma festa de juízes e desembargadores, e por ironia haviam policiais não infectados, e exercendo seu posto de trabalho enquanto o resto da população se depreciava frente aos cães selvagens. Alguns policiais se recusavam a proteger as pessoas queixando-se de péssima remuneração, e por isso faziam greve durante esse evento critico de guerra ao terror na cidade de Salvador. Mas para os juízes e desembargadores eles estavam firmes, fardados e fortes para defendê-los dos zumbis.

Na conversa, em meio à drinks, dizia-se que a infestação começou com a autarquia, autorizando todo esse dilúvio de ataques internos de terrorismo, por causa de uma guerra interna em que uma parte dos policiais havia sido infectada junto com bandidos e políticos. Assim causavam o caos. As policiais sanguessugas se apropriaram da situação para alcançar mais vantagens com a crise, mantendo neutralidade de opinião. Não iam pra rua, mas também não se juntavam com os protestos de aumento salarial. Ficavam protegidos em suas casas aguardando o aumento de seus benefícios e remuneração.

Era então três diferentes classificações ideológicas, a polícia sanguessuga, a polícia traidora e a policia dominante. Essa última, a polícia dominante e legitimadora que racionalizam a greve e toda a arquitetura estratégica lutando por seus objetivos, respaldados por seu poder de dominação em relação aos atores sociais. Eles mesmos denominavam a policia que se opunha a eles, ainda que se juntasse a autarquia ou não, como “policia traidora”, mas também detinha entres esses alguns conchavos disfarçados de “traidores” freqüentando os banquetes e residências dos governantes. Quanto aos outros policiais mais neutros da situação, que somente recebiam as estratégias e comandos de legitimação, eram considerados como “sanguessugas”. Esses agiam na cibercultura, medindo e disseminando opiniões na rede social, pedindo maior participação da comunidade no seu desenvolvimento preocupando-se na conservação de seu próprio espaço, o que constitui um processo de sobrevivência coletiva. Nessa guerra, não há a participação da identidade de resistência e nem da identidade de projeto. Só há os dominantes e os dominados.

A policia detém o poder de armamento e principalmente de conhecimento sobre as colméias de onde surgiam essas criaturas sinistras que assolavam a capital. Questão é que essa mesma parcela de policiais planejou a contaminação nas colméias, para dar inicio à crise. A comunidade é refém de toda a situação, no meio dessa cortina de fogo, acuada por policiais “sem saber”, e por bandidos. A população está entre a espada e a navalha!

Por outro lado, as pessoas estão vivendo num mundo articulado de modo diferente pelos estados e pela mídia, em diferentes contextos nacionais e regionais, em que o medo freqüentemente parece ser a fonte e o fundamento para campanhas intensas de violência grupal, que vão de distúrbios civis até extensos terrorismos de zumbis.

A comunidade se sente forçada a viver nesse cenário de violência em larga escala, guerra civil, uma das piores que existe. Oseías volta para casa, indignado com o que observou na festa dos juízes e desembargadores, sentindo-se completamente indefeso e refém. O conflito armado fugiu ao contexto do estado-nação e extrapolou a lógica de qualquer tipo de realismo. O negócio em questão é a guerra como ordem. O terror, em nome de qualquer ideologia da equidade, liberdade ou justiça, procura instaurar a violência como principio regulador central da vida cotidiana. Isso é o que é mais aterrorizante pro Oseías, porque esse tipo de terror, além dos traumas que deixa no corpo, provoca auto-sacrifícios. Esse tipo de terror utiliza a emergência como lógica. Oseías olhou de perto a lógica desse pesadelo.

Por volta das 20h da noite de sexta-feira, Alice já queimava de febre e não havia mais medicamento em casa, consultou por telefone alguns amigos na tentativa de conseguir uma companhia ate a farmácia, do qual fizera uma ligação, por sorte havia apenas a farmácia próxima ao seu posto de trabalho como camelô, na Praça da Piedade. Ninguém se prontificou a ir com Alice e ainda aconselhou que ficasse em casa. Mas a febre de Alice estava pior, e também o odor do corpo do falecido.

Ela subiu a ladeira do Unhão, que estava deserto, do alto ainda havia helicópteros sobrevoando a cidade de Salvador. Passou pelo Dois de Julho, com lojas e supermercados semi abertos com agressidade, dos saques acontecidos nesse tumulto. Chegou a praça e já se avistada soldados armados de longe, ela apreensiva continuou em seus passos, tremendo de febre. Ao chegar na Praça da Piedade, ouviu uma série de disparos, então correu para dentro da Praça da Piedade. Alice foi atingida antes mesmo de chegar à farmácia. Momentos antes de fechar os olhos, vinha-se a imagem do ultra som, do seu bebê movimentando vida dentro do seu ventre, e as palavras do médico “o bebê está bem”. Ela sorriu, passou a mão na barriga de seis meses e morreu.

A noticia espalha-se rapidamente na rede social. Oseías compartilha a noticia sobre a jovem gestante assinada. Ele tenta imaginar como será que os governantes, a policia, os bandidos, os atiradores, e todos esses humanos, conseguem estar em paz com tanta atrocidade. Por quem essas pessoas rezam? Pela alma de Alice, no país da desordem, e não das maravilhas? A policia sentirá orgulho com o aumento salarial? O governo sentirá orgulho de controlar e conter a policia com outra medida que não seja o aumento? Sentirão orgulho, cada um com seus relógios atrasados? A solução nunca chega a tempo, e mais Alices e Aldos e Marias morrem no lugar da causa que eles não lutaram. Como se pode andar de cabeça erguida e caminhar pelo chão de sangue? Oseías estava completamente descontente com o governo, a policia, com mais ódio ainda dos bandidos, do homem, do país, do mundo... É o gosto de amargo que desce na garganta de todos.

O massacre continua crescendo gradativamente, com a infecção do vírus Violência, passando por Itabuna, Canavieiras, Teixeira de Freitas, Ilhéus, Porto Seguro, Jequié, Feira de Santana, Itapetinga, Vitória da Conquista, Barreiras, Itaberaba, Região Sudoeste das cidades Candido Sales, e Paulo Afonso. O vírus da violência adicionado à falta de melhor investimento na educação, melhores salários a classe de professores, melhor infra-instrutora das escolas do país... Enquanto isso as colméias urbanas e laboratórios de cárceres privados enchem cada vez mais de criminosos. E por trás de tudo isso, um grande sistema de desordem e imprudências de políticas e visão torpe em defesa de que? Da vida? Então as causas lutadas não são das mais legitimas. São desumanas, ou pior só podiam ser desenvolvidas por humanos mesmo, um tipo de humano geneticamente modificado, zumbis, que chega com um tipo de bicho chamado “violência” e toca o terror pra cima de todo mundo.

Esse cenário de horror de sobrevivência, medo ao pequeno numero, esse roteiro de zoológico de monstros e bichos selvagens, zumbis e pragas daninhas se espalhando pelo Estado da Bahia, procurou justamente explodir com a infestação justamente em duas semanas antecedentes ao maior evento de rua do mundo, o Carnaval. Uma ameaça constituída friamente, com a premeditação de mortes e demais conseqüências do sistema opressor em vigência. Mesmo que essa inflamação dolorosa encontre seu anti-inflamatório, a causa da ferida não será resolvida e o carnaval, que já está prejudicado, vai se tornar uma festa de contradição. Pessoas felizes e cantando “É festa” enquanto que mais de 20 pessoas morreram poucos dias antes pra essa festa acontecer. Do contrário, no lugar de abadas, coletes a prova de bala pra folia que não se cancelaria nem em tempo de guerra!

Turistas, Bem vindos a terra dos zumbis, onde a população são apenas residentes, de nada aqui a população governa, se tornam meros resistentes para sobreviver entre a espada e a navalha!

Por Jefferson Acácio

Em memória a mulher Gislene de Jesus, que não conheço, mas de um simples compartilhamento, me causou revolta e inspirou a personagem Alice. Gislene morreu nesta sexta-feira (03) por volta das 20h, enquanto amamentava sua filha de aproximadamente seis meses na Praça da Piedade no centro de Salvador, por onde passa o circuito do carnaval Campo Grande. Local onde daqui a duas semanas, provavelmente os foliões estarão sambando, transando, urinando, caindo de bêbados, e dançando os hits baianos do momento. A causa da morte de Gislene, segundo moradores, foi vitima de um homem armado e fardado, que atirou aleatoriamente contra a praça.
 

Encontrar o amor



‎"...Como vai enxergar quando o amor tiver chegado? Sem alma, sem visão...
Sem alma, sem destino... Estará enterrando a si próprio.
Filho, é com a alma que escrevemos nossa história.
É com a alma que nosso amor segura nossas mãos mesmo após a morte,
Conserve tua alma em paz, em luz, e o tempo não tem poder sobre você!..."

Caráter



A coisa mais preciosa que você pode mostrar pro mundo é o seu caráter. E caráter não é apenas sinônimo de honestidade. É muito mais! E o mundo em questão não é o planeta. Você precisa mostrar seu caráter diante dos mundos e realidades que existe em cada ser, cada circulo de amizades, cada cidade e cada lugar. As suas atitudes e palavras no geral é que compõem o seu caráter, pois é o seu registro d
e passagem nesse planeta. Então, como deseja apresentar-se? Com mentirinhas... ignorância... traição... se comportando como animais no cio...afastando-se de valores essências como cuidar de quem gosta e se preservar ao invés de levar a vida como se a vantagem de prazeres imediatos em momentos passageiros fossem o fruto da vida e fazendo desse bem tão precioso como uma odisséia sexual.. roubando...? Eu já fiz a minha lista Sei Shonagon pra seguir ao pé da letra rs

ELE * Autor Daniel e Samuel




Amei esse texto, não é meu, achei na internet. Fora esse só postei mais um texto de outro autor aqui no blog. Os demais são de minha autoria.

Ele sabe tudo sobre o universo, tudo que existe no ar.
Sabe exatamente quantos litros d'água tem nos rios e no mar.
Sabe quantas vidas tem na natureza
Quantas flores têm nos bosques e jardins.
Sabe onde passa o vento e conhece onde ele vai ter fim.
Ele também sabe os metros e centímetros entre terra e o céu.
Sabe decifrar o fim da matemática, sem colocar no papel.
Ele não copia nada de ninguém, nem precisa aprender pra ensinar.
Ele tem as escrituras nos planetas, o seu nome é Jeová.

Ele entra pelo gelo, sai de dentro de um vulcão.
Desce no despenhadeiro, sem levar nem arranhão.
Passa no meio das nuvens, toca no fundo do mar.
Entra dentro de uma rocha e sai do lado de lá.
Ele sabe quantas veias tem dentro de um coração,
Pega todas as baleias e põe na palma da mão.
Conta os fios de cabelo que a humanidade tem.
Ele ajuda todo mundo e não se esquece de ninguém.

Ele também sabe os códigos secretos dos exércitos da terra,
Não precisa aviões, mísseis e bombas para vencer uma guerra.
Sabe todos os segredos mundiais, do seu olho ninguém pode escapar.
Toda forma de linguagem ou dialeto, Ele sabe interpretar.
Ele tem nossas impressões digitais, e conhece todos nós.
Ele ouve as orações que agente faz, sem confundir uma voz.
Ele vê os crimes que os homens cometem,
Sabe quem esquece o amor e faz o mal,
Esta tudo registrado em sua memória para o juízo final.
Ele é Deus.


Oceano em mim



Estou mergulhando por endereços privados onde a felicidade reside de verdade, num profundo oceano dentro de mim! Oceano que nem mesmo um ICEBERG abala, pois tudo nesse oceano se dissolve!

Viva com mais qualidade de VIVER





De uma vez por todas aprenda a dirigir a sua vida. Todas as coisas e eventos que chegam na sua vida foram atraídas pela qualidade do seu pensamento e emoções. Nada esta pronto La fora, nada chega por acaso. Você precisa a lidar com seus pensamentos. Recuse-se a aceitar menos do que você deseja. Por que grande parte das pessoas aceitam menos do que desejam? Por que não acreditam que podem mais, merecem mais, e tem esse direito... e se limitam.
Quando mais se ligam as situações que não desejam viver, mais experiências compatíveis aquelas que ela se liga, começa a chegar cada vez mais. São pessoas que vivem se queixando, lutando, brigando e resignadas e aceitam aquilo que chegou só porque chegou na sua vida. São pessoas que dizem “pelo menos tenho esse emprego, essa casa, esse relacionamento”.
Por que você se liga as coisas que você não quer?
As pessoas se ligam nas condições do momento e com equivoco. E se trancam nas situações achando que essa é a chave da situação. Realmente é receber a situação, porem utilizar isso pra você criar sua realidade, para aprimorar as suas aptidões. Mas as maiorias se envolvem no contraria da experiência que chegou pra você. Nosso estado natural de existência é de abundancia, inteligência e saúde.
Não saia do fluxo, fora do seu estado natural. Utilize seu cérebro pra alcançar os seus critérios de satisfação.
Quando os problemas chegam, eles chegam. Mas as pessoas agem assim.. ficam se justificando por tudo, por causa de um passado inadequado... Não importa se essas estatísticas vieram dos jornais, se você se ligar nelas você vai vibrar nessa direção. Recuse a aceitar menos do que deseja. Controle o seu próprio pensamento, e dirija as informações que você descarrega no seu cérebro que produz todo o show da sua vida em direção ao seu foco mental.
Foco no que você quer e não no que lhe faz falta.
Você não manipula o mundo externo porque se você quer uma alteração você tem que desafiar-se a si mesmo. E todo o resto se dissolve. O mundo exterior é apenas um reflexo do seu interior. Você não pode conseguir mudanças, mexendo num reflexo. E todas as pessoas e situações que estão chegando são apenas um cenário para você se experimentar. Cenário atraído e conduzido por você. Tudo o que esta na sua volta materializado e apenas os seus pensamentos manifestados tudo o que esta e não esta na sua vida é apenas o seu pensamento, concepções e idéias. Se você não esta satisfeito, não meche neles. Use foco mental, manter-se em alinhamento, dissolver experiências contrárias do que você deseja, dissolver situações conflitantes, utilizar oportunidades e limpar pensamentos e crenças limitantes.
Pare de perguntar por que acontece a situações que você não deseja. Pense em como mudar as equações dentro de você pra você produzir a mudança em si e dissolver o que não deseja.
Tome consciência em que nível vibratório você se encontra, não haja de acordo os julgamentos e comece a agir... a se deslocar dos niveis de estagnação, vergonha, culpa, apatia tristeza, medo e raiva pois produzem uma nível de força muito baixa mesmo que você tenha obtido êxito no passado. Eleve seu nível pelas etapas do orgulho, coragem, neutralidade, amor, alegria e paz.
movimento perfeito

QUANDO UM NÃO QUER



(Martha Medeiros - livro TREM-BALA) (ps.: virei fã) - Esse texto que postei aqui no meu blog é o único que não é meu, gostei muito.

Não existe separação sincronizada, e essa talvez seja a grande dor do adeus. Não é assim...Um dia acordaram e descobriram juntos, às 9 horas, 24 minutos e 15 segundos, que o amor havia acabado. Cada um puxa sua mala de cima do armário e ruma para uma nova nova. Um serviço limpo. A verdade é que sempre alguém toma a iniciativa
de romper, quem fala primeiro levanta mais rápido. Comum acordo é na hora de se aproximar. Os lábios ainda se tocam mas os cérebros mal se cumprimentam. Cada um analisa o que está acontecendo sob um prisma absolutamente particular, até que um deles solta o verbo e se despede. Fim de caso é dor dividida: os dois lados sofrem com a saudade e a frustração. Quem é dispensado carrega a mágoa de não ter sido consultado, e pior, de ver-se frente a frente com um destino que lhe foi imposto. Mesmo não havendo mais amor, o orgulho fica pre machucado. Mas o dono das rédeas, o que teve a coragem de deter a carruagem no meio do caminho, esse tem sua dor diluída na força que lhe foi conferida pela decisão. A combinação é cada um ir para o seu lado, mas apenas um consegue partir. O outro fica ali, parado, procurando entender a imensa distancia que as palavras podem provocar.
Solução? Faro fino e rapidez. O cara diz: preciso falar com você, e você responde: sem problema, pode ficar com as crianças nas quartas e sábados. Ele diz: tenho um maior carinho por você, mas... e você emenda: eu entendo, eu também me apaixonei por outra pessoa. Isso é que é diálogo de primeiro mundo, não aquele duelo de gaguejos, acusações e histerismo. Seja mais ágil, mas se cometer o engano, e na verdade quando a pessoa começa com ..olha, eu queria.. e na verdade se trataria de um convite para jantar... disfarse elegantemente e com naturalidade. Ao menos se preveniu, e se prevenir nunca é demais!

Sobre Ser Ter e Fazer



A realidade externa não está agradável? Está de frente a uma situação de decisão e não sabe o que fazer? As pessoas estão agindo de uma forma que você não esperava e você sente-se triste por isso? ... Está na hora de aprender a controlar as suas emoções e o seu próprio pensamento. Comece por não se lamentar pelos outros ou pelas circunstâncias da vida. Aprender a interrromper padrões e construir o
utras possibilidades. Não se envolva com as situações conflitantes, dissolva-os. Para que dores de cabeça, pensar muito sobre o assunto, ou fugir deles? Não é assim que voce os resolve. Receba a situação pra si e olhe por cima dela, é apenas uma situação que se faz como oportunidade para você crescer, ser forte e de produzir a mudança! Discuta menos, pare de conflitar demais, levar tudo pro emocional... Voce pode desenvolver as emoções que voce precisa para produzir seus resultados de maneira mais assertiva. Mas pra isso precisa mudar, precisa controlar sua qualidade de pensamentos e de emoção. Se lhe dizem algo que nao o agrada, voce já passa mal? O que é? Tudo pode derrubar voce, qualquer coisa, é isso? Mas engano, ninguem o abala senao voce mesmo! MUDE. Se voce quer mudança ao seu redor, primeiro mude dentro de si, e tome atitudes contrarias, novas, ousadas, corajosas...E o mundo externo vai ser outro, porque é a forma como voce construiu. Aprenda a ser, ter e fazer.

Ser você mesmo



“Seja você mesmo” é uma expressão por muitos interpretado de maneira equivocada. Ser você mesmo inconsequente? Ser você mesmo intolerante? Ser você mesmo ignorante? As pessoas dizem assim "é da minha natureza". Sei. A própria natureza também muda constantemente, e porque nós também não podemos mudar? Sim, mudanças lentas, maduras, á favor de melhores climas! E esse erro é refletido no relacionamen
to. Ser você mesmo não é ser intransigente: “aceite-me como sou porque não vou mudar em nada”. Ser você mesmo é não suprimir a sua personalidade para adotar a de outra pessoa. O relacionamento é uma oportunidade de você se experimentar, executar o seu autoconhecimento... Entendam não é enjaular a outra pessoa, pois as mudanças da outra parte cabe à outra parte, mas que portando lhe fere, e você também deve aproveitar das pequenas dores para desenvolver seu cognitivo, sua percepção, adotar novos pensamentos e novas formas de reagir com diferente emoções produzidas por você. Se sente ciúme, é normal. Se sente medo, é normal. Se sente raiva, é normal. Porém você vai receber e transformar cada uma dessas reações que lhe são negativas, você quem pode transforma-las dentro de você. Os outros são os outros. Há diversos motivos pelo qual alguém entra num relacionamento... antes mesmo de encontrar alguém, nosso cérebro já está produzindo uma energia de atração e solução para solucionar alguma área de carência ou simplesmente desejo. Alguns é por serem solitários, tem medo da solidão, ou para cumprir uma obrigação social, não se conhece bem ou não gosta de si mesmo a ponto de não querer ficar só consigo mesmo. Desejo de constituir uma família, para amar e ser amada...A química é o ingrediente que complementa a admiração e a afinidade para formação do amor, pois se houver apenas admiração e afinidade, poderá haver aí apenas uma amizade. Aliás, o amor é a amizade adicionada com a química, ou simplesmente para ter com quem dividir as alegrias e tristezas, as conquistas e as frustrações, produzir juntos as vibrações.

Conhecendo você



No primeiro mundo, o relacionamento é construído como um crescimento contínuo e de mudanças, como nós mesmo mudamos, por etapas. Faz parte da nossa existência, a evolução. Para isso, aguce a sua percepção o o gosto pela mudança como um exercício diário... pois além de sermos reflexo de nossa genética, da educação que recebemos, das experiências que presenciamos, somos o reflexo do mundo em vivemos
 também. O mundo muda permanentemente, desse modo, nossa personalidade também... Além de vibrarmos com as conquistas e alegrias do(a) parceiro(a), a gente vibra por dentro por uma mudança que fizemos para nós mesmos, e que por acaso reflete no outro de uma forma saudável. Assim é o relacionamento duradouro. Situações conflitantes podem surgir naturalmente, mas driblar é exercer o nosso poder, manifestando a razão e a emoção lado a lado. Relacionamento é construção, união, crescimento e compartilhamento. Para a construção, interação, a análise dos atos (pode ser em particular e não numa discussão), e compreensão dos atos do outro.

E pense assim, estou fazendo isso durar, para me experimentar ainda mais... Agora se não vale a pena, e somente o desejo é "curtir", curta, só lembre de conhecer as intenções da outra pessoa. Se não é, não vale a pena, de uma curtição pode estar criando um conflito carregado de sentimentos que talvez ambos não saibam lidar. Mas, se vacinados, então mordam-se.

No passear das águas, você que estiver refletindo sobre seus atos, se observando, está construindo a sua própria base do domínio, a pessoa conhece a sua personalidade, avalia suas características, define os seus objetivos e traça o seu caminho. Conhece também suas reações às ações externas e consegue identificar suas atitudes. A pergunta sempre é o que deve ser mudado em mim. Voce se pergunta, voce se experimenta, voce se observa, voce descobre, voce muda. Simples equação e bons resultados

Retalhos



O coração que foi muitas vezes retalhado é menos retalho do que o coração que nunca foi. O coração retalhado é inteiro e suas marcas são os contrastes de sua força. E um coração de retalho é nada mais que um remendo.

Viver ao Quadrado



O tempo passa rápido demais. Tão rápido que algumas memórias de coisas que vivemos normalmente ficam borradas como uma fotografia. Algumas coisas ficam em primeiro plano na memória e outras simplesmente quase não se define o que vê. Então eu lembrei de quando eu era parecido com um indiozinho barrigudo andando nu da cintura pra cima, e os vizinhos de brincadeira caçoavam de que iriam tirar a minha avó de mim, só pra me ouvirem gritar bem forte - "Eu vou chamar a polícia viu. Polícia!!!" Todos se acabavam de rir disso. Como também quando meu pai chegava do trabalho e eu ficava tão feliz e desastrado que derrubava a comida, jogava o prato pra cima e sujava tudo. Eu tinha 5 anos. Lembro que em poucos anos depois moramos numa outra casa, e minha mãe me levava todos os dia pra escola segurando minhã mão, me dizendo sonhos de coisas que ainda não entendia que pudesse acontecer. Acho que ela dizia "Você vai ser doutô". Na escola minha primeira professora se chamava D. Cremilda. Eu era o mais querido dela rs. Eu brincava com todo mundo e sempre que aparecia 1 ou outro pra me machucar, apareciam um exercito para me proteger, e quando chegava à secretária eu servia de exemplo de boa conduta. Sempre assim, amigos por perto cuidando e zelando. Eu cuidando e zelando dos amigos. Meu primeiro desenho que ficou mais decifrável foi um gigante! Engraçado que tenho um memória mais detalhada da infância que da pré-adolescência. Lembro da primeira namorada, que foi um problema pra mim, porque levantou muita inveja e ira, mas ali estava eu de novo pronto pra me defender e defender meu amor como se fosse a unica e eterna. (E escondido eu pensava baixinho, aí vou casar, ter uma familia e ser mais ainda feliz, continuo pensando nisso até hoje em moldes mais modernos mas é ainda meu sonho, viver ao quadrado - entende com nosso amor ao lado vivemos duas vezes! rs).. Pensei que fosse casar com ela. Nas brigas nem sempre eu ficava sozinho, sempre algum amigo entrava pra intimidar "Não meche no meu amigo não. Se bater nele eu te boto um soco na cara!". Eu não sei de onde vinham essas defesas, sempre apareciam e eu nem era de grupo, somente falava com todo mundo o suficiente. Mas nada de contato, sair pra jogar, fazer dever de casa junto, nada disso. Só conversas rápidas na hora do lanche ou na concentração pro canto do Hino Nacional. E por assim em diante, no ginásio, continuei do mesmo jeito, querido pelos amigos, professores, orgulho da diretora, e alguns poucos inimigos. Nessa época eu estava comunicativo, mas ainda cheio de timidez. Agora sim eu poderia entender reações de amizade e carinho porque eu mantive esse contato. Participei de tudo na escola, principalmente durante o grêmio escolar. Nesse tempo descobri o teatro, o inglês, capoeira, turismo, trabalho. Tempo de expandir, fazer os primeiros voos do ninho, os primeiros preparos pra vida que minha mãe garantia que eu teria, desde criança. E eu cresci repetindo isso, e até mesmo descrevendo "Mãe, eu vou ser um gigante, grandãooo assim, aí todo mundo vai me ver, e vou falar de você pra todo mundo, da vó, do pai, viu...É verdade mamãe, eu vou ser um gigante". E meu pai ainda completava, "Você pode tudo nessa vida viu Gê (meu apelido de família). Você pode tudo porque você é o menino de ouro do papai".. E minha mãe concordava rindo "Menino de ouro"...E com isso, conquistei vários postos de trabalhos, graduações, conclusões de cursos, cerificados de destaques, prêmios de mérito, mais amigos, mais amigos, mais aventuras, mais viver, viver, viver.... E de repente Estou aqui em Salvador, e de repente, dois anos já se passaram, estou a 19 anos distante dos meus 5 anos e ainda sinto aquele menino indo pra escola todo feliz como se fosse a melhor aventura da vida, com a merendeira na mão, desenhando o gigante, defendendo os amigos, a familia, e defendido pelos amigos e familia. E ainda peço pro pai e pra mãe me chamar pelo titulo de novo, e ainda hoje eles repetem "menino de ouro".. No mesmo segundo meus olhos se tornam um riacho como agora. ...
Claro que tem muitos outras lembranças escondidas aí, primeiro quase afogamento, primeiro vez de biscicleta, "a primeira vez", o primeiro amor, os aprendizados de novos amores e dos amores dos outros, as primeiras poesias, primeiras declamações... As vezes tudo passa, as vezes nao fica nada em nossas mãos, nem uma fotografia rasgada... e o O tempo ainda dilui as lembranças não é? Mas que bom, que tenho poucas lembranças apagadas ou borradas.. sabe porque?Faço diferente com a vida! As memorias apagam toda vez que não estampamos em nossos segundos do VIVER a nossa marca do CONSTRUIR. Mas eu estampo, pinto, experimento, VIVO!! Tudo tem que ser bem mastigadamente vivido, deliberadamente, por cada fração indivisível de tempo. Preserve o que sente, o que gosta, busque o quer, quem te quer, o que quer... Mas não viva simplesmente um dia atrás do outro! 2012 é só um numero. EXERCITE VIVER OS SEGUNDOS AGORA!

siga por email