quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ambiente de Guerra

Por Jefferson Acácio






Nosso corpo é constante campo de batalha
Arcos, flechas, espadas e escudos.
Somos primatas prematuros incompletos e impuros
Medo, inocência, credulidade.
Tanto amor no peito acolhe também a maldade

Abraça-me com emergência
Venha para perturbar meu estado de sanidade
Enfrenta minha louca tempestade
Estou numa luta interna de querer você pela eternidade
Mas a ordem social indica que seja pela metade

Ambiente de guerra no peito caloroso
Cortes de beijos secos e tempestades vazias
Na garganta uma palavra morta
Assoalhos molhados, roupa macia, pele desidratada
Meus medos malcriados levam-me a sacristia

Que pena, tantos nomes perdidos na multidão
Nesse exército de fábulas nenhuma fada
Nenhuma paixão avassaladora
Somente a pacificação das vontades vestindo corpos esguios
Eu quero terrorismo de amor invadindo os meus territórios
Quero guerra do amor vencendo a minha carne

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