quarta-feira, 30 de junho de 2010

Noites de Silêncios

Por Jefferson Acácio

Já denunciei o espelho
Que revive fantasmas
Já acusei as paredes
Que escondem o real de mim

Mas nunca me julguei
Bem ou mal, não pensei
Afinal a verdade do homem
Eu sei - "É a contradição!"

Já me fizeram marcas
Nenhuma delas sangraram
Já me machuquei com flores
Já repeti a dose...

Doze...Treze...Outra dose
E olha eu refletido ali no copo
O espelho me persegue
Eu persigo o espelho

Perseguições cegas, inúteis
Procuro o "eu" no outro
E só o encontro no silêncio
Nas noites nuas, paredes descoloridas e chão frio

Um comentário:

  1. AMEI ESTA POESIA!
    PENSO QUE NÓS SERES HUMANOS AINDA EM HUMANIZAÇÃO NOS ENCONTRAMOS INSERIDOS NA MESMA, REAFIRMANDO-A OU, NEGANDO SUAS VERDADES ÍNTIMAS E INTIMISTAS!
    SAUDADES MEU QUERIDO AMIGO!

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