sábado, 26 de março de 2011

Guerras de Lençol

 Por Jefferson Acácio


Cuidado comigo porque carrego uma adaga na cintura

Aqui pendurada posso arrastá-la em defesa ou ataque a qualquer hora

Cuidado! Estou armado a favor de guerras…

Minha luta é intensa, deixa tudo desorganizado, por isso, deixo-te sob aviso

Quero que o mundo faça “boom” com meus suspiros em tenor

Se estou fazendo terror? Antes sentir medo do que dor

Não me desafie se não pode comigo lutar.

Posso lançar chamas quentes como larvas de um vulcão, tudo através de um simples olhar

Amanhã, na certa, irá jorrar e chover suor no campo de batalha

Estou bem próximo, com meu tanquinho invocado e você na minha mira

Amanhã, ninguém se assuste, se a terra trêmula ficar

Porque sou eu na cama dirigindo meu caminhão de guerra

Brincando que o lençol é estrada e tua pele é meu chão.

Vou cercar teus territórios com meus toques táticos

Te imobilizar e fazer tua língua ferver no meu caldeirão

Eu disse “cuidado”, mas você quis se arriscar.

Agora ateou fogo e vai aos poucos apagar

Vou lhe  partir em meridianos ou quem sabe fazer de você uma sopa

Se quiser faço como nos filmes de policia, ponho uma touca assustadora

E te arrasto para os mediterrâneos ou subterrâneos onde intenso é o calor

Eu disse “Cuidado” mas você fingiu não ouvir, agora virou mesmo amor!

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